Exposições em cartaz no Rio de Janeiro

Em cartazPermanente
1911-2011 Arte brasileira e depois, na Coleção Itaú
Paço Imperial - Praça XV de novembro, 48, Centro (2215-1195).
3ª a dom., das 12h às 18h.
A exposição marca a reabertura do Paço, depois de seis meses de obras. Com curadoria do diretor do Masp, Teixeira Coelho, a mostra, que faz um recorte de cem anos de arte no país e esteve em cartar em Belo Horizonte, chega ao Rio com oito obras a mais de Portinari. Entre os artistas, Lasar Segal, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Amilcar de Castro, Rubens Gerchman e Rejane Cantoni e Daniela Kutschat, que assinam uma instalação contemporânea. Daniela Thomas, Felipe Tassara e Carlito Carvalhosa são responsáveis pela montagem. Até 12 de fevereiro.
1978, Desenhos
Museu Nacional de Belas Artes - Av. Rio Branco, 199, Centro (2532-7503/2219-8474).
3ª a 6ª., das 10h às 18h. Sáb., dom. e feriados, das 12h às 17h.
Claudio Valério expõe desenhos. Até 05 de fevereiro.
Acervo
Galeria Anna Maria Niemeyer - Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 52/ 205 Gávea (2239-9144).
2ª a sáb. das 10h às 22h. Dom. e feriadso, das 15h às 21h.
A galeria promove mostra com seuacervo, incluindo peças de nome como Bet Katona, Fábio Carvalho, Fátima Villarin, João Magalhães, Katie van Scherpenberge e Victor Arruda, entre outros. Até 29 de fevereiro.
Água
Museu Histórico Nacional - Praça Marechal Âncora, s/nº, Praça XV (2550-9242).
3ª a 6ª, das 10h às 17h30m. Sáb., dom. e feriados, das 14h às 18h.
A exposição "ÁGUA" busca transformar definitivamente a percepção e o modo como o público utiliza os recursos hídricos, ao evidenciar os problemas relacionados à qualidade e à disponibilidade da água que a sociedade e os ecossistemas enfrentam.

Com curadoria artística de Marcello Dantas e curadoria científica de Gustavo Accacio e Mário D. Domingos, a exposição trata da relação entre a água e o planeta, enfatizando o que essa substância representa para o Brasil e seu povo, detentores do maior manancial do globo.

Aliando ciência, arte e tecnologia, são apresentadas instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico, aquários virtuais e instalações audiovisuais, que ocupam 1000m² de galerias ao redor do Pátio dos Canhões.

A exposição "ÁGUA", que ficou em cartaz seis meses na Oca, em São Paulo, atraiu 240 mil visitantes.

Entre as principais atrações da exposição, está a simulação de uma enchente de grandes proporções numa casa, podendo o público nela entrar em pleno temporal!

Idealizada e realizada pelo Instituto Sangari, a exposição "ÁGUA" tem patrocínio da IBM e o co-patrocínio da AMIL e do Movimento Cyan da AMBEV. Até 22 de março


Banco de tempo
Galeria do Lago - Museu da República - Rua do Catete, 153 - Catete (3235-2650).
3ª a 6ª, das 10h às 12h e das 13h às 17h. Sáb. e dom., das 14h às 18h.
Isabel Löfgren e Patrícia Gouvêa mostram fotografias, videoinstalações e interferência no jardim do Museu da República e na Galeria do Lago. A partir de uma foto do arquivo do museu, em que o ex-presidente Nilo Peçanha aparece sentado num dos bancos do lugar com seus cães, o trabalho iniciou uma trajetória que passa por diversos bancos de jardins. A curadoria é de Isabel Sanson Portella. Até 29 de abril.
Caprichosamente engarrafada - rótulos de chachaça
Centro Cultural Laurinda Santos Lobo - Rua Monte Alegre, 306, Santa Teresa (2215-0618).
3ª a dom., das 09h às 20h.
A exposição reúne 400 rótulos de diferentes marcas de aguardente de cana-de-açúcar, além de pedras litográficas que fazem parte da coleção do designer gráfico e pesquisador Egeu Laus, que assina a curadoria. Até 26 de fevereiro.
Cesar Villela
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
Conhecido nos anos 60 e 70, quando produzia as principais capas de “Long Plays” da Bossa Nova (estima-se que tenha criado mais mil capas de discos), o artista plástico carioca, Cesar Villela, expõe 21 trabalhos de diversas dimensões, acrílico sobre cartão francês, dentro da temática “Dom Quixote” e seu fiel escudeiro Sancho Pança.

Poucos tiveram oportunidade de conhecer esse seu lado artístico, uma vez que após sua fase como designer, quando se dedicou exclusivamente à pintura, esteve longo tempo ausente do Brasil, morando nos Estados Unidos. Na Estação do Metrô de Ipanema uma obra de Cesar Villela é vista por todos que ali circulam diariamente: o painel de azulejos “Violões da Bossa Nova”, com textos do jornalista Ruy Castro.

O compositor, violonista e arranjador Roberto Menescal definiu a obra de Cesar Villela no seguinte comentário: “com traços aparentemente simples, claros, objetivos, deixando uma marca com tamanha personalidade, Cesar, se quisesse, poderia abrir mão da assinatura nas suas obras, pois elas serão reconhecidas como de sua autoria em qualquer lugar do mundo onde as encontremos. A Cesar, o que é de Cesar”. Até 18 de março.


Cidadania em Construção - 1889
Museu Histórico Nacional - Praça Marechal Âncora, s/nº, Praça XV (2550-9242).
3ª a 6ª, das 10h às 17h30m. Sáb., dom. e feriados, das 14h às 18h.
A exposição de longa duração apresenta a história do Brasil, da Proclamação da República até a atualidade, abordando os direitos individuais, políticos e sociais.
A Construção da Nação
Museu Histórico Nacional - Praça Marechal Âncora, s/nº, Praça XV (2550-9242).
3ª a 6ª, das 10h às 17h30m. Sáb., dom. e feriados, das 14h às 18h.
Exposição de longa duração apresenta a história do Brasil, desde a fundação do Estado Imperial, em 7 de setembro de 1822, até a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
Contrastes
Espaço Furnas Cultural, Rua Real Grandeza, 219, bloco B, Botafogo(2528-3112).
3ª a 6ª., das 14h às 18h. Sáb., e Dom. e feriados, das 14h às 19h.
Um dos melhores artistas gráficos brasileiros, o carioca Marcelo Ment exibe o resultado de suas intervenções visuais pelas ruas de grandes metrópoles do mundo, entre as quais Rio de Janeiro, Barcelona, Amsterdam e Paris. Até 04 de março.
Daisy Xavier - Último azul
Museu de Arte Moderna MAM - Av. Infante Dom Henrique, 85 - Aterro do Flamengo (2240-4944 /2210-2188).
3ª a 6ª, do meio-dia às 18h. Sab., dom. e feriados, do meio-dia às 19h.
Na mostra, 19 esculturas inéditas formam juntas a instalação que dá nome à exposição. Até 05 de fevereiro.
De peito aberto
Caixa Cultural - Av. Almirante Barroso, 25, Centro (2544-7666).
3ª a sáb., das 10h às 22h. Dom., das 10h às 21h.
A partir do tema câncer de mama, amostra, idealizada pela jornalista e escritora Vera Golik e pelo fotógrafo e sociólogo Hugo Lenzi, aborda histórias de mais de 50 mulheres, entre 18 e 70 anos, de Brasil, Espanha e Estados Unidos. Até 05 de fevereiro.
Diálogos - Fayga Ostrower e Alex Gama
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
A exposição DIÁLOGOS, reúne os artistas Fayga Ostrower e Alex Gama, com curadoria de Noni Ostrower e de Alex Gama. Ao todo são cerca de 120 trabalhos, entre desenhos, gravuras, matrizes, objetos e padronagens em tecidos.

O critério para os diálogos entre as obras dos artistas foi a empatia de um trabalho com o outro. Pela forte personalidade gráfica e lirismo que os artistas imprimem em seus respectivos universos é uma mostra singular, segundo os curadores. Paralelo à exposição, será exibido um vídeo mostrando as técnicas e meios de produção da gravura.

De Fayga Ostrower são expostas 56 obras (gravuras, desenhos e tecidos). Os desenhos fazem parte de um conjunto maior, exposto somente em 63, na Galeria Bonino. São 13 padronagens em tecidos da artista (das cerca de 150 que criou em 15 anos e usadas para decoraçao). Alex Gama expõe 30 gravuras e oito matrizes. Desenhos, objeto, xilogravura, tecido estão na seleção, além de uma obra inédita: a gravura Salgueiro. Diálogos – Fayga Ostrower e Alex Gama

“Nos tempos atuais, em que o mundo virtual cresce vertiginosamente, o conjunto primoroso de obras originais expostas ressalta o uso exclusivo do conhecimento de uma tradição utilizada desde o homem primitivo, no seu gesto primeiro de registro e comunicação“, atestam os curadores. E complementam: ”as gravuras, decerto, provocarão no espectador uma discussão a partir da observação das mutações do ofício da gravura. Uma gravura, por excelência, não é somente uma imagem, uma matriz bem elaborada... o essencial é o pensar gráfico presente em seus meandros, não importando a técnica e o que pode a ela ser agregado”.

Fayga e Alex se permitem explorar infinitas soluções e provocações, propostas no conceito da arte de gravar. Indo além no universo gráfico, experimentam tecnologias e conceitos que, à primeira vista, parecem antagônicos, porém são idênticos na paixão pela gravura.

Fayga Ostrower persegue o lirismo sem limites, com grande densidade e uma visão única, investigando possibilidades, mantendo-se na essênci??????E??A exposição DIÁLOGOS, reúne os artistas Fayga Ostrower e Alex Gama, com curadoria de Noni Ostrower e de Alex Gama. Ao todo são cerca de 120 trabalhos, entre desenhos, gravuras, matrizes, objetos e padronagens em tecidos.

O critério para os diálogos entre as obras dos artistas foi a empatia de um trabalho com o outro. Pela forte personalidade gráfica e lirismo que os artistas imprimem em seus respectivos universos é uma mostra singular, segundo os curadores. Paralelo à exposição, será exibido um vídeo mostrando as técnicas e meios de produção da gravura.

De Fayga Ostrower são expostas 56 obras (gravuras, desenhos e tecidos). Os desenhos fazem parte de um conjunto maior, exposto somente em 63, na Galeria Bonino. São 13 padronagens em tecidos da artista (das cerca de 150 que criou em 15 anos e usadas para decoraçao). Alex Gama expõe 30 gravuras e oito matrizes. Desenhos, objeto, xilogravura, tecido estão na seleção, além de uma obra inédita: a gravura Salgueiro. Diálogos – Fayga Ostrower e Alex Gama

“Nos tempos atuais, em que o mundo virtual cresce vertiginosamente, o conjunto primoroso de obras originais expostas ressalta o uso exclusivo do conhecimento de uma tradição utilizada desde o homem primitivo, no seu gesto primeiro de registro e comunicação“, atestam os curadores. E complementam: ”as gravuras, decerto, provocarão no espectador uma discussão a partir da observação das mutações do ofício da gravura. Uma gravura, por excelência, não é somente uma imagem, uma matriz bem elaborada... o essencial é o pensar gráfico presente em seus meandros, não importando a técnica e o que pode a ela ser agregado”.

Fayga e Alex se permitem explorar infinitas soluções e provocações, propostas no conceito da arte de gravar. Indo além no universo gráfico, experimentam tecnologias e conceitos que, à primeira vista, parecem antagônicos, porém são idênticos na paixão pela gravura.

Fayga Ostrower persegue o lirismo sem limites, com grande densidade e uma visão única, investigando possibilidades, mantenda da linguagem gráfica. Pesquisadora incansável, a artista experimentou outras técnicas e linguagens, como cerâmica esmaltada e padronagem de tecidos.

O mesmo é válido para Alex Gama que, no seu universo intimista, extrapola os extremos da simples superficialidade. Alex traz para a mostra a gravura “Trama 33”, criada na Inglaterra. O convite do Museu de Arte Latino-Americana, da Universidade de Essex a fazer uma obra original, gerou esta gravura, que virou padronagem em objetos (lenço e gravata) que são comercializados somente pelo museu. “É uma honra mostrar minha produção junto com a da Fayga, um expoente da arte brasileira muito preocupada com a arte na educação e o que ela poderia representar na vida do indivíduo”, diz Alex Gama. Até 18 de março.


Do Corpo a Cor” – Desenhos – Vinício Horta
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
Desenhos, em pequenas dimensões, têm a cor como elemento de grande dramaticidade, contrastando com o preto da linha e do traço do artista Vinício Horta. A mostra “Do Corpo a Cor” reúne cerca de 40 obras – criações recentes, entre 2010 e 2011, em acrílica sobre tela – que expressam o homem com seus conflitos e suas inquietudes. Contradições entre o bem e o mal, o bonito e o feio, entre a linha e o grafismo...

“Só quem possui veia sensível como Vinício Horta é capaz de, graficamente, deixar testemunho de puro lirismo em temas que prendem a atenção do espectador pela criatividade na qual está implícita a técnica em perfeita harmonia com o conteúdo”, ressalta o curador da mostra, escritor e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, Geraldo Edson de Andrade.

Vinício Horta fala da presença constante da figura humana em sua obra: “em geral construo imagens que olham de frente para o espectador, como a perguntar ou nada dizer; um querer sem saber o quê; um corpo a corpo encobrindo outras imagens que estão por trás do que se vê; meus trabalhos são algo meio impulsivo, rápido, criados geralmente com uso intenso de cores e, raramente, em preto e branco”.

Natural de Barretos, São Paulo, e radicado em Londres há mais de 30 anos, Vinício Horta é formado em Desenho pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Com vários cursos no exterior, o artista já expôs em diversas Galerias, Museus e Centros Culturais do Brasil, da Colômbia, Itália e da Inglaterra, tendo recebido importantes medalhas e prêmios pelo seu trabalho, como o “Prêmio da British Council Scholarship to the Croydon College of Art, Inglaterra”. Até 18 de março.


Fernanda Gomes
Museu de Arte Moderna MAM - Av. Infante Dom Henrique, 85 - Aterro do Flamengo (2240-4944 /2210-2188).
3ª a 6ª, do meio-dia às 18h. Sab., dom. e feriados, do meio-dia às 19h.
A artista usa objetos para criar um ambiente que ocupa mais de 1.800 metros quadrados Até 22 de abril.
Franz Weissmann - A síntese e a lírica construtiva
Centro de Arte Helio Oiticica - Rua Luís de Camões, 68-Centro (2232-2213).
2ª a 6ª do meio-dia às 20h. Sáb. e dom., das 11h às 17h.
Retrospectiva com uma mesa multimídia interativa e 50 obras selecionadas pelo curador Marcus Lontra que traçam a trajetória do artista, morto em 2005. Até 12 de fevereiro.
Guilda de São Francisco
Museu Nacional de Belas Artes - Av. Rio Branco, 199, Centro (2532-7503/2219-8474).
3ª a 6ª., das 10h às 18h. Sáb., dom. e feriados, das 12h às 17h.
Claudio Valério Teixeira inaugura a exposição em parceria com Celio Belém e Milton Eulálio, depois de um mergulho do grupo em técnicas artísticas do século XVII. Até 05 de fevereiro.
High Tech / Low Tech
Oi Futuro Flamengo - Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo (3131-3060).
3ª a dom., das 11h às 20h.
Com curadoria de Alfons Hug, a exposição reúne obras de 20 artistas e coletivos brasileiros e de Alemanha, Turquia, China, Canadá Estados Unidos, Índia, Taiwan, Colômbia, Vitenã, Nigéria, Suíça e Curaçao. O tema em comum é a tecnologia no mundo contemporâneo. Até 1° de abril.
Hertziana, galena codex
Escola de Artes Visuais Parque Lage - Galeria Primeiro Piso- Rua Jardim Botânico,414 - Jardim Botânico (3527-1800/1823).
2ª a 5ª das 12h às 21h. 6ª, a dom., das 10h às 17h.
Lilian Zaremba exibe uma instalação. Até 11 de março.
(In)possíveis
Escola de Artes Visuais Parque Lage Rua Jardim Botânico,414 - Jardim Botânico (3527-1800/1823).
2ª a 5ª das 10h às 21h. 6ª a dom, das 10h às 17h.
Com curadoria de Anna Bella Geiger, Fernando Cocchiarale e João Modé, a mostra reúne obras de 17 alunos do programa aprofundamento da escola. Até 1° de abril.
Ivens Machado
Casa França-Brasil - Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro (2332-5120).
3ª a sáb., das 10h às 20h.
Ivens Machado cria ambientes a partir de materiais como madeira, terra, caixas e azulejos de cerâmica. Até 17 de fevereiro.
Jean Solari retrospectiva
Caixa Cultural - Av. Almirante Barroso, 25, Centro (2544-4080).
3ª a sáb, das 10h às 22. Dom., das 10h às 21h.
O fotógrafo nascido em Paris e radicado no Brasil mostra 42 imagens captadas ao longo de 50 anos de fotojornalismo. Com curadoria de Milton Guran, a exposiçao tem registros de Cauby Peixoto e suas fãs; de Rita Lee e Os Mutantes; da posse de Jânio Quadros; e de índios Ianomâmi,; além de reportagens especiais na Amazônia e no Rio São Francisco. Até 19 de fevereiro.
Jorge Emmanuel (+10)
Museu de Arte Moderna MAM - Av. Infante Dom Henrique, 85 - Aterro do Flamengo (2240-4944 /2210-2188).
3ª a 6ª, do meio-dia às 18h. Sab., dom. e feriados, do meio-dia às 19h.

Vídeo instalação e instalação sonora que dão forma à questão dos “mortos em e sem confronto”, no meio das ações policiais armadas na cidade do Rio de Janeiro, em nome de uma política de pacificação (2007/2011). Curadoria Luiz Camillo Osorio. 12 de novembro de 2011 a 15 de janeiro de 2012.

A exposição (+10) conta com três obras inéditas do artista Jorge Emmanuel, feitas especialmente para o foyer do MAM. Com curadoria de Luiz Camillo Osorio, serão apresentadas a instalação “(+9)”, o objeto luminoso “(+1)” e a ocupação espacial sonora “Salto”, em colaboração com o artista Bruno Jacomino.

“O Foyer, pelas características híbridas - lugar de passagem, circulação, sala entre a rua e o museu - suscita certa transdisciplinariedade, deslocamento de campos artísticos. Este espaço tem servido tanto para mostrar trabalhos de artistas em inicio de carreira, quanto para mostrar trabalhos recentes de artistas com carreira desenvolvida, sob a forma de instalações específicas, como é o caso do artista Jorge Emmanuel”, afirma curadoria do MAM Rio.

Os trabalhos fazem parte de uma pesquisa que Jorge Emmanuel vem desenvolvendo desde 2000, em que trabalha a partir de imagens de rostos. Há dois anos, o artista encontrou em uma reportagem de jornal rostos de pessoas que perderam a vida, de modo sumário, pela polícia do Rio de Janeiro. “Estes retratos me chamaram muita atenção e resolvi agora desarquivar as imagens com os trabalhos que preparei para o museu,” conta o artista.

A partir disso, Jorge Emmanuel criou a instalação (+9), que ele denomina como sendo “um grande relevo espacial de madeira, de contornos irregulares, que chegam à 6m x 3m em seus pontos extremos”. O relevo espacial suspenso, que ficará preso ao teto do museu, é composto por 15 paletes – estrados usados para transporte de carga – pesando aproximadamente 250 quilos, onde em seu interior é possível ver impressões em ploters, em preto e branco, de rostos “sem vida”, de nove mortos pela polícia. As imagens têm dimensões variáveis, que vão de 1m20 x 1m a 30cm x 30cm. “É como se fosse um relicário, um muro de lamentações, pois são imagens agrupadas de pessoas que já se foram”, diz o artista. Entre as frestas de madeira e as imagens, há uma luz negra que, ao incidir sobre o branco da imagem, “gera a desmaterialização das fotografias em imagens de aura azul, quase uma projeção cinematográfica”.

Esta é a primeira vez que o artista utiliza esses estrados de madeira em um trabalho. “O material tem uma precariedade e uma construção plástica forte, o que cria um diálogo muito íntimo com as imagens”, afirma.

Jorge Emmanuel também apresentará o trabalho (+1), com a imagem de um rosto adesivado em tiras sobre sete lâmpadas fluorescentes acesas.

Próximo à escada do foyer, estará a obra “Salto”, que o artista chama de uma "ocupação espacial sonora", feita em colaboração com o artista Bruno Jacomino, na qual são emitidos sons de passos e grilos. “É o preenchimento sonoro deste espaço plástico imaginário".


Laboratório Criativo” – Madalena Colette
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
Com curadoria do escultor Sandro Lucena, a mostra da artista paulistana, Madalena Colette, reúne 15 trabalhos, de formatos variados, entre pinturas, colagens, costuras e objetos, resultados de experimentos plásticos com tintas, tecidos, fios, papéis, jornal e outros materiais. A riqueza de materiais e conteúdos, marcados de alguma forma pelo tempo ou pelo uso, mobiliza o processo criativo da artista na procura de elos, entre elementos do passado e do presente, entre o físico e o psíquico, o pessoal e o universal.

A mostra “Laboratório Criativo” apresenta as indagações poéticas da artista e as respostas surgem em transparências, superposições, mesclas de cores e materialidades, onde alternam-se sombras e luzes. As obras combinam opostos - suavidade e firmeza - que vão sendo integrados através do seu fazer criativo, destaca Angela Philippini, artista plástica e arteterapeuta.

O caminho simbólico da exposição relembra-nos que dentro de cada um de nós há sempre “um alquimista em seu laboratório” e, como nos tempos ancestrais, o desempenho adequado nas operações alquímicas dependerá de muito “labor e meditação”. E Madalena Colette não teme a complexa tarefa de ser “alquimista de si mesma” e transita, com fluência, por materialidades, pigmentos e sentidos, expressando através de suas obras, sua multiplicidade profissional.

Arte-educadora e Arteterapeuta, Madalena Colette desenvolve seu trabalho artístico atenta ao vínculo entre o processo criativo e o processo educativo e terapêutico vivenciado através da arte. O desenvolvimento de sua própria expressão criativa acontece paralelamente ao trabalho como educadora e terapeuta. Desde meados dos anos 80, focaliza o tema da criatividade em seus estudos e na experiência de trabalho com pessoas, organizações e comunidades.

“Esta integração de ofícios, mediada pela criatividade e pelos afetos, demonstra que é possível lavar a dor na cor, resgatar memórias, reordenar idéias, reconquistar projetos e renovar esperanças. O centro axial da transformação aflora a cada imagem, fornecendo um fio visível para reconhecer o significado do que foi desvelado pela criação”, conclui Ângela Philippini. Até 18 de março.


Lugar comum
Casa de Cultura Laura Alvim - Av. Vieira souto, 176, Ipanema (2267-1647).
3ª a dom., das 13h às 21h.
Depois de expor no MOMA, em Nova York, Carlito Carvalhosa mostra quatro instalações de grandes dimensões, feitas para a galeria, a partir de experiências de 2010 e 2011. As obras são feitas de materiais como lâmpadas fluorescentes, espelhos, madeira e tecido. Até 04 de março.
Manuel Álvarez Bravo: fotopoesia
Instituto Moreira Salles - Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea (3284-7400).
3ª a sex, das 13h às 20h. Sáb., dom. e feriados, das 11h às 20h
Com 250 imagens, a mostra traça a pordução seminal do fotógrafo mexicano Manuel Álvarez Bravo, entre 1920 e 1950. Até 26 de fevereiro.
Máximo silêncio em Paris
Praça Paris: Glória.
Diariamente, das 20h à meia-noite.
O artista italiano Giancarlo Neri mostra na Praça Paris a instalação que montou no Circo Massimo, em Roma, em 2007, em em Madri, em 2009. A obra tem nove mil lâmpadas, que mudam de cor e variam de intensidade luminosa. Giacarlo Neri também expõe na Progetti. Até 04 de fevereiro.
Meu Mundo” – Sami Mattar
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
Um dos mais importantes artistas surrealistas brasileiros, Sami Mattar mostra 15 pinturas em óleo sobre tela em diversos formatos e tamanhos, e de diferentes épocas e locais. As obras apresentam mensagens dirigidas, em grande parte, ao bem estar do ser humano. A preservação ambiental é o principal foco abordado em suas obras, com diversos trabalhos enfatizando a dicotomia preservação/degradação; a figura da mulher simbolizando as belezas naturais preservadas.

No momento em que todas as atenções do planeta estão voltadas para a defesa e preservação ambiental, a exposição é oportuna por inserir um recado ilustrativo através das telas de Sami Mattar: uma crítica poética às degradações impostas pelo homem em nome de um desenvolvimento nada sustentável. Belas mensagens pictóricas, elaboradas pelo artista reconhecido pelo primoroso desenho e uso das cores sutis em suas obras.

“O prazer de pintar de Sami contagia aos que apreciam a arte criativa e pura, sem receios de celebrar o belo e o lúdico, enredando definições aprazíveis e interpretáveis; uma magia mística de quem detém amplo domínio da técnica; quase sempre o surreal é soturno, triste e trágico pelos que se utilizam dessa técnica”, argumenta o curador da mostra Ricardo Kimaid, ao enfatizar a autenticidade do artista pelos temas escolhidos e o refinamento dos seus toques sutis ao expressar toda beleza poética em seus quadros. Até 18 de março.


Para o silêncio das plantas
Escola de Artes Visuais Parque Lage - Galeria Primeiro Piso- Rua Jardim Botânico,414 - Jardim Botânico (3527-1800/1823).
2ª a 5ª das 12h às 21h. 6ª, a dom., das 10h às 17h.
João Modé criou a exposição a partir de cordas, caminhos suspensos e alto-falantes, expecialmente par o espaço. Até 11 de março.
Perigo
Centro Cultural da Justiça Federal - Av. Rio Branco, 241, Centro (3261-2550).
3ª a dom., das 12h às 19h.
O grupo que dá nome à exposição é formado por Edineusa /bezerril, Denize Torbes e Fábio Borges. A mostra é predominantemente composta por cerâmicas. Até 12 de fevereiro.
Portugueses no Mundo
Museu Histórico Nacional - Praça Marechal Âncora, s/nº, Praça XV (2550-9242).
3ª a 6ª, das 10h às 17h30m. Sáb., dom. e feriados, das 14h às 18h.
Exposição de longa duração apresenta a expansão portuguesa a partir das grandes navegações, incluindo a colonização do Brasil e as características peculiares da formação econômica, política e social de nosso País.
Quinteto Violado: Um Imaginário Nordestino
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
O grupo pernambucano celebra 40 anos de carreira numa viagem retrospectiva com exposição e concertos no Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo, entre os meses de janeiro e abril.

O Quinteto Violado faz sua primeira escala no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Correios, com a abertura da exposição “Um Imaginário Nordestino”. Os concertos estão programados para o período de dois a cinco de fevereiro. O grupo realizará também concertos-aula com alunos das redes pública e privada, narrando episódios e demonstrando alguns gêneros tradicionais que inspiram sua proposta artística. Nas cidades que recebem o projeto também será lançado o livro Lá Vêm os Violados! (Editora Bagaço), no qual o crítico musical José Teles narra a história do grupo no contexto da produção musical brasileira.

Com patrocínio dos Correios e do Ministério da Cultura, o projeto celebra as quatro décadas de atividades ininterruptas do grupo, que estreou em outubro de 1971, em palco montado sobre as pedras do teatro ao ar livre de Nova Jerusalém, no agreste pernambucano. Desde então, o Quinteto tornou-se referência na música brasileira e nordestina, reconhecido por sua identidade sonora e pelo manejo refinado dos ritmos e gêneros populares.

Fotografias, imagens em audiovisual, entrevistas, testemunhos, um vasto material foi reunido para contar ou relembrar a trajetória do grupo por meio de projeções, estações multimídias e outras plataformas. Entre as imagens recuperadas em arquivos, destaque-se um dos encontros do Quinteto com Luiz Gonzaga. “A sustança, o tutano do corredor do boi. A vitamina, a proteína. Padim Cícero, Frei Damião. Ascenso Ferreira, Lampião, Cego Aderaldo, Nelson Ferreira, Zé Dantas. Tudo isso é o Quinteto Violado”, disse Gonzagão, antes de entoar Boiadeiro, acompanhado pelo grupo, em gravação do início da década de 1980 para a TV Cultura, de São Paulo.

Em um dos ambientes criados, uma linha do tempo convidará os visitantes a uma viagem por 40 anos de produção artística, com textos e imagens dos álbuns lançados e dos espetáculos montados. Na parede oposta, uma jukebox com os cerca de 50 títulos da discografia, entre álbuns, coletâneas e participações, dará aos visitantes/ouvintes a chance de criar sua trilha sonora. Nos depoimentos colhidos para a plataforma multimídia da exposição, o cantor e compositor, Lenine, ressalta a importância do grupo no contexto contemporâneo.

“O Quinteto Violado é pai de muitos criadores, que viram no trabalho deles uma poderosa afirmação da música nordestina, como uma expressão extremamente popular, mas extremamente refinada”, diz Lenine. “Durante muito tempo a música nordestina ficou associada apenas a um tipo de estética roots, sem muito refinamento. Eles surgiram para provar o contrário. O Quinteto faz parte do meu DNA, faz parte da minha genética e da minha formação”, completa. Até 05 de fevereiro.


Resgate
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
Quarenta pinturas, com temas, técnicas e suportes variados, dos artistas brasileiros Abelardo Zaluar, Carlos Augusto, Correia Camargo, Mario Mendonça, Mauro Ferreira, Oscar Tecidio, Sergio Telles e Teixeira Mendes, integram a mostra coletiva que objetiva resgatar a filosofia que durante décadas nortearam os fundamentos básicos para a formação de um artista plástico; aprendizado, cultura, técnica apurada e criatividade. Dentre os oito artistas selecionados, Oscar Tecidio, Correia Camargo, Zaluar e Teixeira Mendes não mais estão entre nós, mas cada um deles marcam suas presenças com cinco obras.

O curador da mostra, Ricardo Kimaid, lembrou que tantos outros artistas poderiam integrar esta coletiva, por terem obras que enriquecem o mercado brasileiro de arte brasileiro. Artistas que conseguiram materializar seus trabalhos com a fidelidade compatível com as suas inspirações. “Não basta somente ser criativo. Há de se vencer etapas para que o artista adestre seu traço e sua caligrafia pictórica, e assim poder manifestar em seus trabalhos uma arte que o identifique e o distinguirá entre os demais,” enfatizou. Até 18 de março.


Sebastião Barbosa, fotógrafo
Oi Futuro Ipanema - Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema (3201-3010).
3ª a dom., das 13h às 21h.
A exposição mostra experimentações com imagens e câmeras produzidas pelo fotógrafo nos últimos dez anos. Entre os itens exibidos estão os equipamentos e fotos feitas com eles em lugares como Rio e Paris. Até 25 de março.
Sinestesia
Centro Cultural da Justiça Federal - Av. Rio Branco, 241, Centro (3261-2550).
3ª a dom., das 12h às 19h.
A exposição de Leonardo Miranda ocupa o segundo andar do Centro Cultural, com fotografias impressas em suportes diversos; instalações cenográficas e interativas; esculturas em metal; videografias; poesias e músicas. Imagens sensuais sobressaem nas cinco galerias em que a mostra se divide. Até 12 de fevereiro.
[sub]Urbano]
Oi Futuro Flamengo - Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo (3131-3060).
3ª a dom., das 11h às 20h.
Daniela Dacorso mostra, projeções de fotografias feitas em Madureira, Encantado, Pavuna, Japeri, Nova Iguaçu e São João de Meriti. Até 1° de abril.
Thomaz Farkas: uma antologia pessoal
Instituto Moreira Salles - Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea (3284-7400).
3ª a sex, das 13h às 20h. Sáb., dom. e feriados, das 11h às 20h
O Instituto Moreira Salles leva ao Rio de Janeiro a exposição apresentada no início do ano em São Paulo, com 100 imagens (parte delas inéditas) feitas pelo fotógrafo que faleceu em março deste ano. Para compor a exposição, durante dois anos Thomaz Farkas revisitou toda a sua trajetória, com suporte de seus filhos João e Kiko Farkas, e em conjunto com os pesquisadores e curadores do IMS, que hoje preserva sua obra fotográfica.

Thomaz Farkas é um dos grandes expoentes da fotografia moderna no Brasil. Nascido em Budapeste, Hungria, em 1924, chega com a família em São Paulo em 1930, quando seu pai reassume a participação na sociedade Fotoptica, fundada por ele e outros sócios dez anos antes e estabelecida como uma das empresas pioneiras na comercialização de equipamentos fotográficos no Brasil.

Aos oito anos de idade, Farkas ganha de seu pai a primeira câmera fotográfica e durante os dez anos seguintes realiza imagens que podem ser compreendidas como experimentos visuais fotográficos intuitivos e exploratórios à maneira de Lartigue. A família, os animais domésticos, o grupo de amigos de bicicleta e fatos relevantes, como o Zeppelin sobre São Paulo e a construção do estádio do Pacaembu nos arredores de sua residência, são temas para incursões fotográficas e também cinematográficas.

As primeiras séries fotográficas autorais de Thomaz Farkas estão associadas ao seu ingresso formal no Foto Cine Clube Bandeirante, em 1942. Seu trabalho, em conjunto com outros fotógrafos atuantes no FCCB, como Geraldo de Barros, José A. Vergareche e German Lorca, constitui-se na vertente formadora da fotografia moderna brasileira. Afinados com as vanguardas europeias e norte-americanas, esses fotógrafos buscavam uma estética específica para a foto, com novos enquadramentos e pontos de vista.

Em 1948, Farkas viaja aos EUA, onde estabelece contato com o fotógrafo Edward Weston, na Califórnia, e com o então curador de fotografia do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, Edward Steichen. Ainda nesse mesmo ano, a pedido de Pietro Maria Bardi, juntamente com Geraldo de Barros, monta o laboratório fotográfico do MAM/SP. Em 1957, por sugestão de seu amigo, o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, que participou do concurso para escolha do projeto de implantação da nova capital do país, Farkas viaja a Brasília para acompanhar a construção do projeto de Lucio Costa e Oscar Niemeyer. A linguagem e a abordagem que escolhe nas séries de Brasília, mais próximas do fotojornalismo e da fotografia documental, parecem já apontar para os trabalhos que realizaria na década de 1960 e 1970, em especial a Caravana Farkas de documentários sobre o Brasil profundo e a série em cores sobre a Amazônia e o Nordeste (Notas de viagem), todos trabalhos de forte vertente humanista.

Na exposição, serão apresentadas ainda as séries sobre o Rio de Janeiro que incorporam o retrato e a vida dos moradores de bairros populares e regiões do centro histórico da então capital federal. Até 26 de fevereiro.


Tristeza do infinito
Museu Histórico Nacional - Praça Marechal Âncora, s/nº, Praça XV (2550-9242).
3ª a 6ª, das 10h às 17h30m. Sáb., dom. e feriados, das 14h às 18h.
O restaurador e artista plástico Luiz Fernando de Carvalho Abreu exibe pinturas que criou com inspiração na poesia de Cruz e Souza, homenageado nos 150 anos de seu nascimento. Até 26 de fevereiro.
Um tesouro no cofre
Casa França-Brasil - Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro (2332-5120).
3ª a sáb., das 10h às 20h.
Ana Miguel ocupa o cofre do centro cultural com uma instalação. Até 17 de fevereiro.
Universo Feminino
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro (2253-1580).
3ª a dom., das 12h às 19h.
A exposição “Universo Feminino” reúne 20 obras das artistas plásticas Nelly Gutmacher, Ana Sarabanda e Marilene Tapias, apresentando a visão de três mulheres sobre a condição feminina brasileira. O ponto de partida das artistas é construir/desconstruir e, nesta polaridade, encontrar soluções estéticas de formas diversas e novos suportes para suas criações. No processo, a identidade de cada uma se revela, mostrando a força de expressão em diferentes técnicas.

Nelly Gutmacher trabalha com fotomontagem digitalizada em tela. Ela mistura panos, papeis, fotografa, recorta, remonta e digitaliza. O resultado são formas híbridas, minerais, vegetais, animais que emergem das camadas da sua mitologia; Marilene Tapias usa técnica mista nas mandalas: colagens, tinta acrílica, casca de ovo, lápis, cola e pigmentos. A artista procura o básico, o essencial para suas pinturas com pigmentos naturais; Ana Sarabanda usa chapa de cobre gravada em água forte, no processo de monotipia. Faz marcas como tatuagens em tecidos antigos de linho. Em gestos repetidos e obsessivos, usa tinta, lava, costura e, ao final, borda. O resultado obtido são relevos que remetem ao passado.

Além da arte, elas têm em comum o desejo de ir além do que é esperado para três mulheres acima de 60. Todas nós temos uma boa história de vida. “Eu respiro arte há algumas décadas e as meninas resolveram seguir os meus passos”, diz Nelly Gutmacher. A artista, que tem 40 anos dedicados à arte ou, como costuma dizer à “grande jornada da vida”, estudou com Ivan Serpa em 1968, já lecionou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage Nelly. Reúne vários prêmios em todos os salões do Brasil e participações em várias exposições individuais e coletivas.

Marilene Tapias conheceu Nelly por indicação de uma amiga e passou a ter aulas com ela em 2007. Jornalista aposentada dedica-se, exclusivamente, à arte há cinco anos; Ana Sarabanda foi aluna de Nelly na EAV nos anos 80 e, em 2010, voltou a trabalhar com ela. Fez licenciatura em Artes Plásticas no Instituto Bennett de Ensino. Elas se inspiram em artistas como Chagall, Duchamps, Bispo do Rosário, Matisse, Cícero Dias, Klimt, Cèzanne, Cristina Canale, Louise Bourgeois e Eliane Duarte. Até 18 de março.

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